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CLASSIFICAÇÃO
E MORFOLOGIA DE
ESPAÇOS SUBTERRÂNEOS
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Caverna – a SBE, em 1975, através de orientação
de Clayton F. Lino, definiu caverna como: “qualquer cavidade natural
penetrável pelo homem, com uma ou mais entradas, seja seca, total ou
parcialmente tomada por água, com predominância horizontal ou não,
com ou sem região afótica, englobando seu ambiente interno, os
ecossistemas ali existentes, seu conteúdo mineralógico, arqueológico
e paleontológico, bem como a rocha na qual se insere. O termo provém
do latim “cavus” que significa buraco.
Podem
ser divididas quanto ao tamanho e profundidade em:
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Abrigo sob rocha – são as cavidades poucos
profundas abertas largamente em paredes rochosas que servem de abrigo contra intempéries.
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Tocas
– são as cavidades cujo desenvolvimento
horizontal não atinja os 20 metros.
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Gruta – são as cavernas com desenvolvimento
predominante horizontal, maior que 20 metros de desenvolvimento.
ü
Fosso – caverna predominantemente vertical, com
desnível inferior a 10 metros.
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Abismo – caverna predominantemente vertical, com
desnível igual ou superior a 10 metros e diâmetro de entrada menor que
seu desnível.
Divisão
Conforme a Planta
Linear
Meândrica
Arbórea
Labiríntica

Perfil
Longitudinal
Plana horizontal
Plana inclinada
Escalonada

Múltiplos
pavimentos
Abismo
Cilíndrico
Funil
Sino
Fenda
Trama
Y
ESPAÇOS
INTERNOS
HORIZONTAIS
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Galerias – são condutos subterrâneos amplos, formados
por corrosão, dissolução, erosão, por curso de água ao longo de
fissuras, fendas ranhuras e juntas.
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Corredores
– retilíneo e regular;
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Divertículos – retilíneos e com pouco desenvolvimento;
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Em teto baixo – pouca altura;
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Em fenda
– estreitas.
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Salas ou Salões – alargamento de galerias. São espaços
de maior dimensão no corpo da caverna, formado por alargamento de
galerias, cruzamento entre elas ou desabamento de grandes massas de
blocos rochosos do teto e paredes da cavidade.
VERTICAIS
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Desnível Abrupto – condutos verticais que interligam
galerias, desenvolvidas em diferentes cotas.
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Fendas e Condutos Verticais – espaços em desnível de
largura reduzida.
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Abismos Internos – desnível abrupto de grandes
profundidades.
COMUNICAÇÕES
ENTRE O MEIO INTERNO E EXTERNO
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Fissuras, fraturas e juntas
– de pequena dimensão, por
onde passa o ar, água, sem possibilitar a passagem humana;
Entradas
Secas
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Boca – abertura horizontal;
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Abismo – abertura vertical;
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Dolinas – afundamento com comunicação ao interior da
caverna;
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Clarabóia – abertura no teto;
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Janela – abertura na parede.
Entradas
Úmidas
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Sumidouro – abertura com penetração de água fluente;
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Surgência – abertura com saída de água fluente, sem
entrada aparente;
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Ressurgência – abertura com saída de água fluente,
com entrada conhecida (sumidouro);
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Exssurgência – quando a água que sai teve sua origem
no interior da própria caverna (fonte);
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Panor
– cavidade que ora pode ser surgência e ora
sumidouro.
As comunicações com água podem ser: permanentes, temporárias
ou intermitentes.
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